Dona Iran Barbosa

Olá fiéis leitores deste blog de um autor não tão fiel assim, tudo belê? Feliza nonovo meuza migos!

Será que dessa vez a periodicidade de textos vai aumentar nessa latrina que eu insisto em chamar de blog? Será que esse ano vai? (Provavelmente não).

Começo de ano é sempre a mesma coisa né: contas do natal, impostos, quilos acrescentados ao perímetro abdominal e a porra toda. E aquele IPVAzinho maroto hã? E aquele golpe do IPVA mais maroto ainda hã? Janeiro é sempre lamentável mesmo.

Seguindo a linha temporal do último texto onde escrevi sobre algo peculiar de minha infância, lembrei de um outro fato de quando eu era um pequeno seru mano: eu era um tanto quanto mongolão.

De vez em quando eu não compreendia muito bem algumas frases que eram direcionadas à mim, tais como ordens de mamãe requisitando a retirada imediata dos “hominho” espalhados pela sala, vovó clamando para que eu lavasse minhas jovens mãozinhas para o almoço, ou aquelas velhas palavras de carinho quando você fazia algo que não deveria ter feito: MULEKE LAZARENTO TIRA A MÃO DAÍ Ô DIABO DO MEU ÓDIO!

Acho que devido à pouca idade, nossas sinopses cerebrais ainda estão em formação e nossos neurônios novinhos e rosados ainda não guardam uma grande biblioteca de palavras aprendidas e portanto as vezes eu não compreendia quando eu ouvia uma palavra nova. Então eu tentava achar um significado totalmente out of nowhere e o aplicava à essa nova palavra para que ela fizesse sentido e eu não ficasse em estado de catatonia, semelhante ao garçom quando te pergunta “é débito ou crédito” e você responde “sim”.

Esse cenário era muito corriqueiro pra mim pois, como toda e qualquer criança que cresceu nos anos 80/90, eu era viciado em TV. E a TV é uma grande fonte de palavras que não fazem sentido para um criança. Não que tenha mudado muito hoje em dia, pois ainda existe muita coisa sem sentido passando na televisão, basta perguntar ao Cobandante Abilton né.

Pois então, eu aprendia muitas palavras novas assistindo TV. Muitas vezes palavras que nem mesmo existiam na língua portuguesa (ou em qualquer outra língua, pensando bem agora). Lembro muito bem quando ouvi pela primeira vez a música Doce Mel, de nossa admirabilíssima Xuxa. E quando chegou a parte do refrão, esse meu cérebro mongol traduziu aquela melodia cantada em algo desse tipo:

-Doce doce doce / A vida é um doce, BILELÉU!

O que DIABOS  é um bileléu? De onde eu tirei isso? Isso não faz o menor sentido. E pior, eu passei anos cantando essa parte da música desse jeito! Teve até uma vez que eu achei que bileléu era algum tipo de doce sei lá, e pedi pra meu tio me comprar um. Ele me trouxe um sorvete.

Uma outra invenção sem sentido do meu cérebro disléxico é sobre a música de abertura do Chaves. Muitos de vocês não devem se lembrar, mas essa clássica abertura do programa com o gorrinho do Chaves girando que todos estamos acostumados a ver não existia antes. Era uma outra musiquinha e uma outra abertura. Então quando essa nova abertura estreou, minha excelente capacidade cognitiva ouviu a musiquinha dessa maneira:

-Aí vem o Chaves, Chaves, Chaves / Todos ATENTO ZOLHANDO pra tv.

Needless to say. Embora se desconsiderarmos a falta de plural e ortografia incorreta, até que não foge do sentido original.

No início dos anos 90, tivemos um grande boom de artistas latinos percorrendo nossas tvs. Entre eles bandas como Loco Mia e Gipsy Kings, vimos alguma coisa de Menudos também. Lembro de um filme chamado El Mariachi, onde tinha um mariachi (ó que surpresa!) que atirava em todo mundo e a porra toda.

Com toda essa castelhanidade rolando solta em nossas telinhas, eu já tinha entendido que em espanhol a palavra “El” era a tradução de “O”, que pertence à família Artigo Definido Masculino Singular, para os não eruditos.

Então toda vez que eu via no programa de sábado a noite o Gugu anunciar a nova canção de Elba Ramalho, eu achava que ele estava falando de algum cantor mexicano:

-Agora bem alto e bem forteee, EL BARAMALLO!

Achava que ia entrar no palco algum bigodudo de sombreiro e violão.

Outra coisa que não havia ficado claro pra mim até pelo menos o final da adolescência e é algo que me envergonha até hoje, é que minha avó sempre falava de uma certa pessoa do meio musical. Eu sempre dava de ombros quando ela falava que aquela música passando no rádio era dela. Quando meu tio chegava com seu Voyage branco em casa, e descia assoviando a melodia de uma música dessa pessoa eu também nem ligava, achava que era coisa de gente velha mesmo.

Então um dia eu resolvi dar uma atenção mais incisiva ao que muitos tios, avós e pessoas mais velhas falavam sobre como sua música era um clássico, como os artistas respeitavam essa pessoa e tal, e fui assistir um programa na TV Cultura cujo episódio era dedicado inteiramente à ela.

Eis que quando começou o programa e eu olhei para o rosto dessa pessoa, eu me surpreendo e exclamo, finalmente:

-Ah, então esse velho aí que é a tal da Dona Iran Barbosa?

Lamentável, não é?

Uma aula frustrante sobre o alfabeto e como os métodos de ensino de antigamente eram um pouco desmotivadores

Boa noite queridos compostos falantes de carbono e hidrogênio (caso vocês estejam lendo isso no período da noite, é claro.

Sim, eu deixei esta minha última sentença sem fechar o parêntese de propósito, só pra te incomodar.

Enfim, hoje eu vou contar uma pequenina história da época de minha tenra idade, no período da alfabetização.

Todos aqui tivemos aquela deliciosa época onde era comum ouvirmos palavras como “cartilha”, “caderno de caligrafia”, “mimeógrafo”, “o bebê babou na babá” ou “JUNIOR LARGA JÁ O CABELO DA LAURINHA E VOLTA PRA SUA CARTEIRA AGORA!”. E eu sou de uma geração onde ainda era comum ver crianças tomando alguns cascudos, reguadas ou tendo que raspar as cabeças por causa de um professor lazarento que costumava puxar os cabelos dos alunos que, digamos, eram mais lentos e erravam a “continha” na hora de ir à lousa. Mas isso fica pra um outro dia.

Hoje em dia os métodos de ensino são muito mais avançados e existem inúmeras leis (além do bom senso, claro) que impedem que pequenos “deslizes” dos professores não terminem em processo ou em um acidente envolvendo os punhos do papai do Junior ali de cima e os dentes do querido docente. O que me faz pensar, caralho eu sou da época em que o Estatuto da Criança e do Adolescente mal tinha sido publicado e as pessoas mal falavam sobre isso!

Lembro que na minha 1ª série, e foda-se a nova estrutura da grade curricular não te perguntei nada, algumas crianças já tinham começado o ano sabendo ler e escrever (pelo menos identificar letras e pequenos fonemas) mas algumas outras não. Eu era do time dessas “outras não”. Portanto a professora, vou chama-la aqui pela a alcunha de “Tia”, teve que ligar literalmente o foda-se praquelas crianças que já sabiam ler e escrever e ensinar tudo de novo para que aquelas outras menos afortunadas não saíssem por aí sem a pedra fundamental que nos tornou capazes de interpretar pequenos rabiscos desenhados em uma folha branca de papel e que representam o som reproduzido da menor estrutura composta de uma palavra. Em outros termos, a Tia não queria nenhum analfabeto.

Como o método vigente na época ditava que as crianças deveriam aprender primeiro as vogais, lá se iam alguns dias de um fatídico e repetitivo AEIOU. Lembro até que na cartilha tinham uns desenhos ensinando como devíamos mexer a boca ao pronunciar essas letras. O que é meio mongol se você for pensar, porque quando você está aprendendo a ler deduz-se que você já saiba FALAR. Se bem que pela quantidade de POBREMA, BICICRETA e PRÁSTICO que ouvimos por aí talvez seja uma boa ideia mesmo fazer esses desenhos. E não só para crianças.

Depois de muitos dias de AEIOU, musiquinhas, caderno de caligrafia com maiúsculas e minúsculas, chegamos na vez das consoantes. Eu particularmente estava ansioso por isso, pois queria logo aprender a juntar as letras pra formar uma palavra. Eu já era tão idiota nessa época que estava ansioso pelas consoantes pois queria escrever a palavra “bobo”, só para bota-la em uma folha de caderno e cola-la nas costas de algum amiguinho e todos rirem e eu ficar popular (eu tinha visto isso em um filme). Como eu sempre fui a menor criança da classe e consequentemente o ALVO das zoeiras, esse meu plano nunca se concretizou e o feitiço porventura se tornou contra o feiticeiro.

Depois da classe toda aprender toda e qualquer combinação das letras B e das vogais AEIOU, repetir isso incansavelmente, escrever no caderno de caligrafia, aquele processo todo que vocês conhecem, chegou o dia da letra C. E não, eu não estava ansioso pela letra C só para escrever a palavra CU. Eu sei que você pensou nisso e eu sinto vergonha pelos seus pais da pessoa que você se tornou, seu NEFASTO.

Eu estava ansioso pela letra C pois meu grande objetivo era escrever a palavra CASA. Era algo muito importante para mim, pois eu adorava minha casa, depois da aula eu queria voltar pra casa, os desenhos passavam na TV de casa, era em casa que eu encontrava minha mãe. Tudo que é importante para um pequeno ser humano que não completou nem uma década de vida ainda está relacionado à palavra CASA. (Com a idade essa palavra muda pra SEXO). Para uma criança, o simples soar da palavra casa já traz uma enorme sensação de conforto e paz. E meu grande objetivo não era só escrever a palavra casa. Eu tinha um plano. Eu queria desenhar uma casa no papel, escrever “casa” logo em cima do desenho (na época eu não conhecia as normas da ABNT) e presentear minha mãe, para que ela ficasse orgulhosa de mim por eu saber escrever e ler a palavra casa.

Porém meus planos foram frustrados por uma professora (a Tia) que tinha um cabresto intelectual e aparentemente estava muito apegada ao método que eu chamo de “Não Estimule O Aprendizado Do Aluno E Atenha-se Ao Método Mesmo Que Você Tenha Que Destruir Os Sonhos De Uma Criança Inocente Que Um Dia Vai Escrever Sobre Isso Em Um Blog Que Ninguém Lê”.

Eu explico. Logo após aprender a letra C, a primeira coisa que eu fiz foi pedir à Tia para que me ensinasse a formar a palavra “casa”. Então lá fui eu com meu lápis do Super Man, meu caderno de brochura com capa quadriculada azul e branco e um sonho no coração: escrever a tal palavra. Eis que, ao final de meu pedido feito à Tia tal qual alguém que vai ao programa Porta da Esperança no sonho de ganhar um conjunto de jantar Penedo, onde eu sou a pessoa que quer ganhar as panelas e a Tia é o Silvio Santos, ela desfere as palavras mais doídas que até então meus pequenos ouvidos, novinhos e rosados ainda e talvez até com alguma secreção haveriam de ouvir: não.

O motivo? Ela me disse que a palavra “casa” tinha a letra S e essa letra eu não havia aprendido ainda, portanto só poderia escrever a tão desejada palavra apenas no dia em que ela ensinaria a letra S.

Frustrante.

Moral da história: depois de meus olhos lacrimejarem e eu esboçar um beicinho por ter meu sonho estraçalhado por causa de um método que colocava rédeas nos alunos que por um acaso ousaram pensar fora da caixa, tive que me contentar em aprender a palavra CUECA.

Why I ride

Sou motociclista.

E as vezes eu me pergunto, porquê eu ando de moto?

A resposta é simples, tão simples como o vento batendo em meu rosto enquanto acelero meu motor.

Eu adoro o som dos motores, a briza no rosto, a paisagem passando. Adoro ouvir o ronco dos motores de meus irmãos de estrada, a harmonia dos pistões girando à 8000 rpm, a ressonância desse som no mesmo tempo das batidas do coração como se fosse um metrônomo contando cada quilômetro rodado.
Eu sempre ouvia a expressão “isso é música para meus ouvidos” mas nunca dei importância para este dito. Nunca tinha vivenciado isso e sempre dei de ombros quando o ouvia.
Mas quando estou na estrada, junto de meus irmãos, hoje eu sei o que isto significa. Hoje eu consigo sentir isso, essa expressão “música para meus ouvidos”. Sentir o ressoar dos motores em seu peito, em cada retomada de curva, em cada esticada nas retas, em cada lufada de vento que o escapamento da moto a frente joga em seu rosto.
Tudo isso me faz querer rodar cada quilômetro de estrada, de asfalto, de concreto, de vida.
Enquanto houver essa harmonia entre ronco de motores e batidas de coração, eu quero estar em cima de minha moto, ao lado de meus irmãos, onde o destino nem sempre é certo mas o que conta sempre é o caminho, a estrada, o asfalto e o vento no rosto.

Longa vida aos meus irmãos motociclistas.

Te conheço?

Olá malignos leitores! Essa merda de çaite nunca é atualizado, eu sei (acho que já falei isso nos últimos textos) não precisam me falar. Na verdade não é atualizado por que é uma bosta de blog e ninguém lê mesmo então foda-se.

Bom, um dos motivos dessa pocilga não ser atualizada é que eu estava com preguiça mental de escrever algo por aqui. Mas seus problemas acabaram! Voltarei a escrever aqui (ok, eu também falei isso da última vez), portanto sua dose semanal de porcaria estará garantida.

Anyway, para retomar a atividade deste aterro sanitário virtual resolvi falar um pouco de mim. Isso mesmo! Não que minha vida seja lá aquela coisa que se diga “nossa como é interessante a vida deste rapaz”, mas acho que seria legal eu vomitar sobre vocês alguns aspectos sobre esta pessoa que é a mais importante na minha vida: eu.

Vamos lá.

O jeito mais fácil de se apresentar acho que seria falando das coisa que eu gosto. Obviamente não farei aqui uma lista das coisas que eu gosto por que ficaria meio sem sentido, meio vazio. Vou falar apenas umas coisinhas só a título de informação.

Gosto muito de ler. Sou fanático por pocket books em inglês, não que eu seja mala e só leio em inglês, mas sim porque é mais barato. Cópias em português são mais caras porque os tradutores precisam ser pagos, as editoras adoram enfiar uma capa dura, o livro passa novamente por revisão, editoração (existe isso? não sei), reimpressão, tudo novamente e isso é enfiado no preço. Mas o que eu adoro ler mesmo são revistas em quadrinhos! Adoro Marvel, mas não sou muito fã de DC Comics. Além desses dois sou leitor de Vertigo, Conan e Judge Dredd. Obviamente fui leitor de Turma da Mônica. Ah, e sou completamente FANÁTICO por Watchmen. Obs.: odeio mangás.

Sou ateu. E como sei que vão me perguntar o porquê de eu não acreditar em Deus ou deuses, aqui está a resposta: pela simples falta de evidências. Não acredito em deuses pelo mesmo motivo que você não acredita na existência de duendes, ou unicórnios, ou que há milhares de anos um bule gira em torno do Sol, mas é tão pequeno que ninguém ou nenhum telescópio é capaz de enxergar. Particularmente acho que as religiões separam as pessoas. O mundo seria um pouco melhor sem religiões.

Sou péssimo com mulheres. Sou muito ruim no “aproach” com as mulé. Nunca fui um cara pegador e talz, tenho um pouco de falta de autoconfiança (a falta de beleza também contribui, hehehe). Não que eu seja um completo retardado na coisa, mas 75% das vezes que eu converso com alguma mina em uma balada, no final da noite eu acabo ficando abraçado é com a garrafa de cerveja. Definitivamente eu não sou um cara transão.

Sou contra a pena de morte. Matar algum criminoso como punição e principalmente servir de exemplo é a coisa mais primitiva que existe. Não resolve o problema e o que é mais grave, aproxima a sociedade do caos. Não quero morar em um país que se iguale ao Iraque, Sudão, Irã, Alemanha nazista, entre outros. Pena de morte é ferramenta de medo e deixa um povo aos caprichos de um ou mais líderes que, por exemplo, poderiam achar que quem gosta da cor verde é um criminoso e merece morrer (claro, fazendo aqui uma analogia né, vocês entenderam).

Sou a favor do casamento homoafetivo. Pelo simples fato que é um direito CIVIL que TODO cidadão deveria ter, sem distinções. Poder compartilhar benefícios como plano de saúde, previdência, adoção de crianças é um direito de qualquer casal, seja hétero ou gay. E se você acha que um casal gay não tem “base moral” para adotar e educar uma criança, e apenas casais héteros é que têm, tenho apenas uma palavra pra te dizer: Nardoni. Tá bom, mais uma: Richthofen.

Sou a favor da descriminalização do aborto. Não como o aborto é feito hoje, essa carnificina generalizada. Mas sim sob rigorosa REGULAMENTAÇÃO. Uma mulher deveria ter o direito de ESCOLHER o que acontece com o seu PRÓPRIO corpo. E não significa que se alguém é a favor do aborto, ela irá fazer um aborto. Na verdade, para ter filhos acho que o casal deveria fazer um vestibular, isso sim. Existem muitos outros aspectos do porquê sou a favor do aborto, mas isso daria um post inteiro, portanto vou terminar por aqui.

Enfim, depois de eu VOMITAR sobre vocês esse texto, agora vocês me conhecem um pouquinho mais e tem a certeza que realmente não é uma boa ideia me convidar para tomar o chá da tarde em vossos lares, afinal eu sou um cara que não é cristão, é a favor da abominação gay, é a favor de assassinato de bebês e é contra a pena de morte, coisa essa que a bíblia claramente diz que é permitido. A saber, foi uma ironia (caso as ostras não entenderam).

Prometo que escrevo mais e com mais frequência. E o próximo post será mais soft.

Abraço nos bronquíolos!

Lá e De Volta Outra Vez.

Olá meus platelmintos leitores (todos os cinco).
Mas como essa bosta de blog tava largado às traças hein! Porém hoje eu acordei me sentindo forte, poderoso, conselheiro, pai da eternidade e príncipe da paz e resolvi tirar a poeira desta privada digital.
Na verdade eu não tenho nada em mente pra escrever, haja visto que neste momento em que vomito estas palavras no tecladinho do celular eu estou esperando sentado dentro de um centro cirúrgico de um famoso hospital de São Paulo.
Boa, é isso! Vou falar da minha profissão! Eu sou padre e passo de hospital em hospital dando a extrema unção aos moribundos.
ÓBVIO que não.
Bom, falar a verdade pra vocês eu não estou nem um pouco a fim de escrever agora. Só digo que provavelmente daqui pra frente os textos serão mais frequentes! Ou não, hehehe.
Bom, até mais e obrigado pelos peixes.

O Gado

Olá povo

O post de hoje irá tratar de pecuária e de como ela é importante para o futuro do país.

Após este ultimo final de semana, onde aconteceram as eleições para Presidente, Governador, Senadores e Deputados Federais e Estaduais eu descobri que o Brasil é líder mundial em pecuária bovina. Antes eu achava que o que o país tinha de melhor e mais importante eram jogadores de futebol e a Petrobras (respectivamente em ordem de importância). Mas o que existe mesmo de mais importante no Brasil é o GADO.

O gado é tão importante, mas tão importante para o país que nesse final de semana ele foi decisivo em uma questão importante para o nosso futuro. Foi exatamente neste domingo que o gado ELEGEU UM PALHAÇO PARA DEPUTADO FEDERAL!

Pois é, meus prezados leitores. Aqui no Brasil a política é tratada como PIADA! E o pior de tudo, uma piada de extremo MAU GOSTO!

Foi neste final de semana que eu percebi que este país NUNCA irá sair do meio da MERDA. E por quê? Porque o GADO é quem decide quem irá tomar as decisões neste país.

Minha indignação não é pela candidatura do PALHAÇO Tiririca, afinal é direito incontestável de qualquer cidadão se candidatar a cargos públicos. Minha indignação é o POVO eleger uma bizarrice dessas! Ou seja, o coitado do Tiririca não tem culpa. O CULPADO SÃO VOCÊS AÍ QUE VOTARAM NELE!

Costumeiramente eu considero a política no Brasil como um grande e fétido monte de merda, e considero que os políticos são as moscas que rodeiam esse grande cocozão. Ou seja, a cada eleição mudam-se as moscas, mas a merda é a mesma! E o povo? O povo é o verme que cresce dentro do monte de merda, e que a qualquer momento vai se transformar em uma mosca para rodear a montanha de bosta.

Na verdade, toda essa minha indignação é só pra ilustrar o que eu tenho a dizer para o povo que elegeu o Tiririca: vocês são BURROS e IGNORANTES, vocês agem como GADO e merecem ser tratados com tal, vocês merecem se FODER pelo resto de suas medíocres vidas!

E eu gostaria de alertá-los pelo seguinte: vocês NÃO TERÃO o direito de reclamar depois! Quando a merda começar a feder forte, vocês NÃO PODERÃO desferir uma palavra sequer de descontentamento, e sabem por quê? Porque a CULPA É SUA! VOCÊ É O RESPONSÁVEL!

Lamentável. O pior do Brasil somos nós, os brasileiros.

O Dia em que Descobri que Deus era o Maior Cuzão do Universo

Olá queridos churumelos!

Mais uma vez cá estou para vomitar sobre vocês as porcarias que escrevo nesse blog de merda! Mas antes de você continuar, leia isto por favor.

A grande maioria dos meus amigos, alguns parentes e alguns poucos colegas de trabalho sabem que eu não sigo nenhuma religião e que não acredito em deuses, eles sabem que sou ateu. Mas nem sempre foi assim, pois eu costumava ser católico quando eu era criança e era mais fácil de ser enganado.

No post de hoje narrarei um fato que aconteceu comigo quando eu tinha lá meus 12 ou 13 anos, durante uma das aulas de catecismo (o que, devido ao que eu vou contar, me remonta ao fato de que eu já era ateu muito antes do que eu pensava ser).

A história começa em um lindo sábado de manhã (o que aliás é uma tremenda filhadaputagem ter que acordar cedo só pra ler a bíblia) e a professora de catecismo explicava sobre a primeira Pegadinha do Mallandro que se tem registro: Gênesis 22.

Pra quem não sabe, Gênesis 22 é o capítulo da briba que conta aquela estorinha sobre Abraão ter que sacanear com seu filho Isaac e enfiar-lhe uma peixeira bucho adentro, em nome de deols.

Pra quem nunca leu, é esse aqui ó:

1 E aconteceu, depois destas coisas, que tentou Deus a Abraão e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui. 2 E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi. 3 Então, se levantou Abraão pela manhã, de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque, seu filho; e fendeu lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera. 4 Ao terceiro dia, levantou Abraão os seus olhos e viu o lugar de longe. 5 E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e, havendo adorado, tornaremos a vós. 6 E tomou Abraão a lenha do holocausto e pô-la sobre Isaque, seu filho; e ele tomou o fogo e o cutelo na sua mão. E foram ambos juntos. 7 Então, falou Isaque a Abraão, seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? 8 E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim, caminharam ambos juntos. 9 E vieram ao lugar que Deus lhes dissera, e edificou Abraão ali um altar, e pôs em ordem a lenha, e amarrou a Isaque, seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha. 10 E estendeu Abraão a sua mão e tomou o cutelo para imolar o seu filho. 11 Mas o Anjo do SENHOR lhe bradou desde os céus e disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui. 12 Então, disse: Não estendas a tua mão sobre o moço e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus e não me negaste o teu filho, o teu único. 13 Então, levantou Abraão os seus olhos e olhou, e eis um carneiro detrás dele, travado pelas suas pontas num mato; e foi Abraão, e tomou o carneiro, e ofereceu-o em holocausto, em lugar de seu filho.

Então lá estava a professorinha narrando esse capítulo e ao final da leitura ela manda a pergunta:

-Queridos alunos, porquê vocês acham que deus pediu para que Abraão matasse seu filho Isaac?

Então eu, que achei que deus NUNCA pediria pra alguém matar o próprio filho, afinal deus é infinita bondade, levantei minha mãozinha e respondi:

-Ô psôra, eu acho que não era deus que estava falando com Abraão. Acho que era o demônio disfarçado tentando enganar ele!

Então a professora responde: -Não, não era o demônio disfarçado.

Eu replico: -Então era o Satanás?

Ela: -Não, também não.

Eu: -Belzebu?

Ela: -Não.

Eu: -Lúcifer?

Ela: -Não.

Eu: -Seria o Capiroto?

Ela: -Nããão.

Eu: -Então era o Pé Preto?

Ela: -Não, não.

Eu: -O Tinhoso? Cramulhão? O Tranca-Rua? O Cão?

Ela: -Não, não e nããão muleque! Não era o demônio!

Eu: -Mas professora, então quem era, já que NÃO era o Capeta?

Ela: -Era Deus mesmo. Deus estava testando a fé de Abraão, para ver se realmente ele era um servo do Senhor! (Nesse momento ela abre um grande sorriso como se fosse a coisa mais normal do universo alguém pedir para você matar seu filho pra provar sua fé).

Eis então que, ao saber que Deus tinha aprontado tremenda sacanagem pra cima do Abraão, eu faço essa cara:

OMG!

Foi então que comecei pensar sobre o fato. Se Deus PRECISAVA de uma prova que Abraão era fiel e obediente, então Ele não poderia ser onisciente já que se fosse saberia que Abraão era fiel sem precisar mandar ele foder com a vida de Isaac. Mas se Ele fosse realmente onisciente, não poderia ser bondoso de forma alguma. Muito pelo contrário, Ele seria maquiavélico, sádico e egocêntrico pois, sendo onisciente, saberia de antemão que Abraão era fiel e não precisaria provar a sua fé, só o fez para satisfazer seu ego e ver que Abraão faria qualquer coisa que Ele mandasse. Como seria possível alguém que me diziam ser infinita bondade aprontar tamanha filhadaputagem com o coitado do Abraão, que nunca fez nada sequer pra uma mosca (quer dizer, Isaac não concordaria muito com isso, hehehe). Foi nesse momento que eu descobri que Deus era o cara mais CUZÃO do universo!

Depois dessa primeira trollada épica que se tem registro, Deus deve ter feito essa cara ao ver que tinha feito o pobre do Abraão de idiota:

Deus trollando Abraão

Se eu fosse o Abraão naquele momento, teria dito:

-Porra ô Deus! Tá de sacanagem comigo? Depois de me fazer cortar um pedaço do meu pinto, me fazer andar TRÊS dias por essa merda dessa terra amaldiçoada no meio do deserto, e me fazer quase matar meu ÚNICO filho, tudo isso só pra você ter uma prova da minha fé? Sugiro que vá tomar em vosso rabo divino! Vou sair fora, vou ali do outro lado adorar outro deus. Algum que não seja tão sacana tipo Budha, Osíris ou Zeus. Já sei, acho que vou adorar Thor, ele tem um martelão dahora!

Mas é claro que os religiosos possuem milhares de explicações sem nenhum sentido para justificar tal Divina Sacanagem, mas isso é um outro assunto.

Pois bem, até mais e não percam no próximo capítulo: Deus, Adão e a Teoria da Costelogênese.